Flávio Henrique Fleury, tio de Rodrigo Castanheira morto após ser socado pelo ex-piloto Pedro Turra, cobra apuração sobre outras duas pessoas que estariam envolvidas na briga.
Perfeito — segue o texto jornalístico organizado, reescrito e ampliado, pronto para publicação, com linguagem profissional e informações contextualizadas, sem copiar literalmente o original:
Família afirma que agressão que matou adolescente em Brasília foi planejada e teve mandante
O fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury, tio do adolescente Rodrigo Castanheira, chegou a Brasília na tarde deste sábado (7/2) após receber a confirmação da morte do sobrinho.
Morador de Goiânia, ele seguiu diretamente para o Hospital Brasília Águas Claras, onde o jovem permaneceu internado por 16 dias, em coma, depois de ser brutalmente agredido durante uma confusão ocorrida em Vicente Pires, no Distrito Federal.
Rodrigo não resistiu às complicações causadas por um traumatismo craniano grave e teve a morte confirmada pela equipe médica na manhã deste sábado.
O corpo do adolescente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e familiares se deslocaram para prestar apoio à mãe do jovem, Rejane, que acompanha os trâmites do caso.
Segundo o tio, as investigações indicam que a agressão não foi resultado de uma simples briga entre adolescentes. Flávio afirma que há indícios da participação de outras pessoas, inclusive de um possível mandante, que teria motivado o ataque por ciúmes envolvendo uma ex-namorada de Rodrigo.
“Pelo que foi apurado até agora, houve alguém que articulou tudo. Esse jovem que estava no carro, menor de idade e piloto de drift, teria ficado com ciúmes e foi buscar o Pedro para espancar o Rodrigo”, declarou Flávio.
O principal suspeito de executar as agressões é Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, ex-piloto automobilístico, que já havia sido preso após o episódio. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal grave, mas com a morte do adolescente, a Polícia Civil deve reavaliar a tipificação do crime, que pode ser alterada para lesão corporal seguida de morte ou até homicídio, dependendo do avanço das investigações.
De acordo com o tio, o advogado da família afirma possuir provas concretas que apontam para o envolvimento de mais pessoas no ataque. Para Flávio, a diferença física entre o agressor e a vítima e a intensidade das agressões reforçam a tese de que o crime foi premeditado.
“Não foi uma briga que saiu do controle. Um adulto, muito maior, agredindo um adolescente indefeso não pode ser tratado como um desentendimento comum. Foi algo planejado”, ressaltou.
O caso gerou forte comoção entre amigos, colegas de escola e familiares de Rodrigo. Mensagens de despedida e pedidos por justiça se multiplicaram nas redes sociais, enquanto a Polícia Civil do Distrito Federal segue ouvindo testemunhas e analisando imagens e provas para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Texto: Ademir Valentim
